Como todas as situações humanas, ela (a velhice) tem uma dimensão existencial: modifica a relação do indivíduo com o tempo, portanto, sua relação com o mundo e com sua própria história. Por outro lado, o homem não vive nunca em estado natural; na sua velhice, como em qualquer idade, seu estatuto lhe é importo pela sociedade á qual pertence”
Trecho do livro: a velhice de Simone Beauvoir (1970).
A autora promove um entendimento mais amplo relacionado a velhice, que acarreta muitas transformações, sejam elas, físicas, mentais, sociais e emocionais. A psicoterapia auxilia na compreensão das mudanças, sendo uma fase das nossas vidas pela qual todos sabemos que iremos passar; mesmo sabendo, muitos não entendem o processo ou tem uma real dimensão dos fatores emocionais. Os sintomas mais comuns em relação à senescência são: solidão, medo, sentimento de improdutividade, questionamentos sobre seu passado e seu futuro, como também depressão e ansiedade. A psicoterapia entra como auxílio para obter consciência da sua real situação e os instrumentos que pode utilizar a seu favor para compreender que a senescência é uma parte da constituição do ciclo de vida, ou seja, nascimento, infância, adultez e velhice, sendo que a psicoterapia auxilia a passar pelos desafios existentes em cada fase.
Se você está passando por uma fase existencial devido à constituição dos ciclos naturais, saiba que não está sozinho (a), busque auxílio.
A psicologia na gerontologia oferece um suporte essencial para que o envelhecimento seja vivido com sentido e autonomia. Para entender mais sobre como o psicólogo atua frente aos desafios e possibilidades desta fase, você pode consultar as diretrizes oficiais do https://site.cfp.org.br/publicacao/referencias-tecnicas-para-atuacao-de-psicologas-os-junto-as-pessoas-idosas-nas-politicas-publicas/
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