Arteterapia e Jung
A abordagem junguiana parte da premissa que o indivíduo, no curso natural da sua vida, em seu processo de autoconhecimento e transformação, são orientados por símbolos. Estes emanam do SELF, centro de saúde, equilíbrio e harmonia, representando para cada o potencial mais pleno, a totalidade da psique, a essência de cada um. Na vida, o self através de seus símbolos precisa ser reconhecido, compreendido e respeitado. Na Arteterapia Junguiana, o caminho será fornecer suportes materiais adequados para que a energia psíquica plasme símbolos em criações diversas. Estas produções simbólicas retratam a psique em múltiplos estágios, ativando e realizando a comunicação entre INCONSCIENTE e EGO. Este processo colabora para a compreensão e resolução de estados afetivos conflituados, favorecendo a estruturação a expansão da personalidade através da criação. Estes símbolos, presentes nas criações plásticas, poderão estar também presentes nas imagens oníricas e até mesmo no próprio corpo, por alterações no funcionamento do organismo, gerando as chamadas “doenças criativas” que indicam a urgente necessidade de reflexão e transformação de padrões de funcionamento psíquico. A função do arteterapeuta, neste contexto, será a de um facilitador do processo, trazendo ao espaço terapêutico múltiplos materiais, para adequar-se à produção de cada indivíduo. O espectro destes materiais expressivos, abrange inúmeras possibilidades, pois procura atender à singularidade de quem cria, funcionando como instrumentos para estimular a criatividade, e posteriormente desbloquear e trazer a consciência informações guardadas na sombra. Estas informações representam o lado obscuro, desconhecido ou reprimido da psique humana, que quando é trazido à consciência através do processo terapêutico contribui para a expansão de toda a estrutura psíquica.
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